Já tive um diário. Um não, vários. Em uma época não tão remota, durante a adolescência. Interessante que na época nem tinha o que escrever, mas todo dia escrevia um resumo do dia: fui na escola, voltei pra casa, fim.
Hoje eu até tenho o que escrever. Não porque a minha vida esteja cheia de acontecimentos que mereçam algum destaque em especial, mas porque a Faculdade de Letras abriu a minha cabeça e desenvolveu a minha retórica. A arte da oratória, posso fazer discursos imensos para ninguém sobre coisa nenhuma e tenho certeza de que vão soar bem. Mas isso não é uma coisa boa, não...
Todo mundo que cria inteligência no setor filosófico acaba sendo um infeliz. Alguém que questiona a tudo e a todos e não sabe ficar satisfeito com nada. Parece que o mundo não basta. Há sempre o que conhecer, o que aprender, o que contestar. Uma inquietação insuportável, ânsia por sei lá o quê!
Mas voltando ao assunto do diário, não é mais 1995, não precisa mais ser um diário de papel. Chega de derrubar árvores para armazenar meus pensamentos de cabeça de borboleta. Que seja um blog então. E se alguém tiver paciência para ler o que eu escrevo - meu parabéns - você provou ser um vencedor. Ou tem paciência de Dalai Lama ou é louco (ou os dois).
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